quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ciranda de Pedra [3]


"... Levantou-se deslizando as mãos pelo vestido preto que lhe acentuava a linha do corpo. Prendeu no vértice do decote uma rosa de seda vermelha. "Qualquer prima-dona de subúrbio se lembraria de usar uma flor dessas..." Sorriu baixando o olhar para o porta-retrato. Laura parecia agora mais distante com sua ajuizada fisionomia de colegial. Com a ponta dos dedos Virgínia acariciou a moldura de couro esverdeado..."

(...)

"...A pior coisa que podia acontecer era exatamente mostrar-se cruel para com as pessoas. E as pessoas morrerem e não se ter tempo para fazer mais nada por elas. "Meu pobre pai, eu te feri tantas vezes, também me feriram outro tanto...."

Um comentário:

Laura disse...

que capa liiinda! :)